"Uma visão sistêmica do direito, pela qual só há direito quando a solução traz paz e equilíbrio para todo o sistema." Sami Storch

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DIREITO SISTÊMICO: A JUSTIÇA CURATIVA, DE SOLUÇÕES PROFUNDAS E DURADOURAS

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DIREITO SISTÊMICO: A JUSTIÇA CURATIVA, DE SOLUÇÕES PROFUNDAS E DURADOURAS

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DIREITO SISTÊMICO: A JUSTIÇA CURATIVA, DE SOLUÇÕES PROFUNDAS E DURADOURAS

Eis o título do artigo publicado pela Revista MPE Especial (do Ministério Público do Mato Grosso do Sul) de autoria do colega de constelações e Procurador de Justiça AMILTON PLÁCIDO DA ROSA (do MP-MS), citando o nosso trabalho na Justiça da Bahia e trazendo algumas explicações teóricas sobre as constelações sistêmicas desenvolvidas por Bert Hellinger e como elas conduzem a um novo olhar sobre o mesmo Direito, constituindo assim esta nova abordagem: o Direito Sistêmico.

Confiram aqui alguns trechos (recomendo a leitura do artigo completo – link: http://issuu.com/mthayssa/docs/revista_final_site2/50):

“Em face do recente surgimento de um novo paradigma de interpretação jurídica, denominado Direito Sistêmico, tendo como expoente, no Brasil, o Juiz de Direito Sami Storch, da comarca de Amargosa, na Bahia, cuidarei aqui de traçar determinados marcos teóricos e históricos mínimos que possam servir de roteiro de pesquisa para os interessados”.

“Este trabalho, que tem como escopo primordial fornecer um roteiro de estudo científico do Direito Sistêmico, dá ênfase ao segundo modo de se ver a Constelação Familiar, falando das várias correntes que estudaram a abordagem sistêmica, antes e depois do surgimento deste método terapêutico”.

“O Direito Sistêmico não é um novo direito, mas o mesmo direito vigente nosso de cada dia, porém interpretado, percebido e aplicado de uma nova forma hermenêutica, chamada sistêmica, que, aliás, não surge do nada nem cai do céu, mas resulta de uma síntese da experiência humana em vários domínios […]”.

“Em breves palavras, a abordagem é sistêmica porque abrange todos os membros de uma família (vivos e mortos) que agem, não como um mero agrupamento de pessoas, mas articuladamente como uma totalidade, de modo que o comportamento de um atua em todos, não só na geração presente, mas também nas futuras. Ela é fenomenológica, porque é uma abordagem empírica e baseada na percepção do cliente e dos representantes, no momento em que a coisa acontece. Isto se explica pela própria etimologia da palavra, que possui duas raízes gregas: ‘phainesthai’, que significa aquilo que se mostra; e ‘logos’, que é estudo”.

“Então, se esse direito é tão maravilhoso assim, por tocar e reconciliar o coração das pessoas, temos que saber como ele é colocado em prática.

Ele, como as constelações familiares, pode ser aplicado de duas maneiras básicas. A primeira é aplicada fundamentalmente com a postura dos operadores do direito, que devem ver as partes de uma maneira sistêmica, com tudo o que elas trazem consigo, tendo em mente os princípios que regem todos os sistemas vivos.

Quando um juiz de direito recebe as partes e seus advogados com essa postura, de respeito e amor, a audiência ocorre de uma forma harmônica e conciliadora. Todos sentem o respeito que reina no ambiente e percebem que dali sairá um bom resultado para todos os envolvidos no problema.

É um ir ao âmago da questão. É um ir à alma dos seres humanos, para obter uma conciliação do coração de cada um dos envolvidos no conflito”.

“O trabalho é realmente fantástico e emocionante, pois traz resultados animadores, inesperados e de forma bastante rápida e eficiente. Quem já viu uma constelação familiar, pode perceber o que eu estou falando.”

“Direito Sistêmico é um direito em construção e está ainda muito dependente das Constelações Familiares. Isso, em si, não é um mal, mas ele pode e deve tomar seu rumo próprio, como o tomou a Pedagogia Sistêmica e as Constelações Organizacionais. Isso ocorrerá quando ele for aplicado em todas as áreas do direito e não somente nas questões ligadas à família, de modo a alcançar a sua independência científica. Cada um de nós, operadores do direito, pode colaborar para que isso ocorra. No mais, sejam bem vindos ao Direito Sistêmico!”

(ROSA, Amilton Plácido da. Revista MPE Especial, ano 2, edição 11, janeiro/2014, pp. 50-57).

Veja também: 1º Workshop de DIREITO SISTÊMICO em São Paulo – dias 29 e 30 de agosto de 2014.

 

 

 

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