"Uma visão sistêmica do direito, pela qual só há direito quando a solução traz paz e equilíbrio para todo o sistema." Sami Storch

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RELATO DA PRIMEIRA VIVÊNCIA “ADOLESCENTES E ATOS INFRACIONAIS – A DESCOBERTA DOS VÍNCULOS SISTÊMICOS FAMILIARES”

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RELATO DA PRIMEIRA VIVÊNCIA “ADOLESCENTES E ATOS INFRACIONAIS – A DESCOBERTA DOS VÍNCULOS SISTÊMICOS FAMILIARES”

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Quero aqui registrar um pouco da vivência que realizamos no Fórum da Comarca de Amargosa no dia 30 de abril passado, com adolescentes envolvidos em processos relativos a atos infracionais (como autores ou vítimas), suas famílias e convidados.

A riqueza de uma vivência de constelações sistêmicas não cabe em palavras escritas, pois os ensinamentos sobre as ordens dos relacionamentos se apresentam, muitas vezes, através das expressões dos participantes e das emoções que cada pessoa presente é capaz de sentir durante as dinâmicas.

Mesmo assim, vale dizer que, além da palestra inicial e de uma meditação, realizamos três constelações.

Em uma delas, a mãe do adolescente se sentia sozinha e sobrecarregada para dar conta dos filhos. A constelação revelou que o pai não conseguia olhar para ela e para os filhos, porque estava vinculado a alguém que ele perdeu e que lhe faz muita falta. Com o reconhecimento, pela mãe e pelo filho, do amor do pai por essa pessoa que morreu, o pai se sentiu mais próximo da família atual e pôde olhar e se posicionar junto a ela. O representante do filho, então, ficou bem e disse se sentir mais forte.

Depois fizemos um exercício em que algumas pessoas representaram adolescentes alunos de uma escola e outras representaram um grupo de traficantes. Depois, entraram representantes também para os pais dos adolescentes.

A terceira tratava de um casal que tinha perdido a guarda de duas filhas (crianças) por acusação de maus tratos. A constelação, através dos representantes, logo mostrou o amor existente entre pais e filhos e o sofrimento deles por estarem separados. Porém, quando foi incluído um representante para a cachaça, ficou evidente como a mãe não conseguia se manter no lugar junto à família, fazendo com que esta se desestabilizasse.

Em seguida, colocados frente a frente os representantes da mãe e da cachaça, ambos se emocionaram e vimos que, na verdade, a cachaça representava alguém do passado da mãe, de quem ela não podia largar.

Um destaque para o relato feito, ao final, pelo homem que representou a cachaça: ele disse que a experiência como representante foi transformadora em sua vida e o fez ver as coisas de uma outra forma, pois é dono de um bar onde vende cachaça.

Coincidências que vemos nas constelações, que não acontecem por acaso!

A propósito, deixo o link para um vídeo onde Bert Hellinger fala sobre os campos mórficos e a conexão entre representantes e representados nas constelações:

http://youtu.be/VrbpzfENuYU

 

 

 

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